segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Poesia

Hoje navegando em sites de poesias, quando  encontrei o seguinte site Cronistas do Talhado , nele achei vários textos. Mas houve este que me emocionou:


As estrofes são quase baús, onde se escondem nossos segredos 

As pessoas buscam poetas em bibliotecas com cheiro de passado, buscam sentido em palavras que nada representam. Tu não percebes? O cheiro de terra molhada, do livro velho, da roupa de cama, de chuva pingando lá fora e daquela comida gostosa dos domingos também é o cheiro da poesia. Somos poetas do nosso próprio destino e escrevemos com nosso olhar e com nossos sorrisos. Quando se é um escritor de sonhos não se tem medo do escuro, porque tudo pode virar melodia. A insônia é só mais um momento para pensar e as lágrimas transbordam o que queremos dizer. A poesia sem rima e sem sentido se chama vida. Nela não precisamos de fábulas falsas ou personagens inventados. O sorriso é o desenho mais belo que possa existir e o tempo parece parar quando o desenhamos, e os sorrisos são as poesias expressas. Poesia tem um pouco de loucura, sim. Tem um pouco de nossos devaneios e sonhos, tem um pouco do que guardamos só para a gente. As estrofes são quase baús, onde se escondem nossos segredos e os versos poderiam ser recitados para o resto da eternidade. O mais belo poeta não é o que mais vendeu livros ou o que mais arrancou suspiros de apaixonados. Os mais belos poetas somos nós, que a cada pingo de chuva e a cada raio do Sol sabe que a poesia está escrita em todos os lugares. Ela se escreve junto com o tempo, algumas tentamos grifar e marcar para tê-la para sempre, outras queremos arrancar as páginas e começar tudo outra vez. Poesia é o começo do recomeço e é o curativo para nossas feridas. Poesia são nossas memórias trancafiadas em uma prisão onde o esquecimento não entra. Vamos nos embriagar de poesias?

A autora deste texto é uma moça de treze anos chamada Gabriela Alves Brito, de Janaúba. 


 Lindo, não?

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