
Nota
do Poeta: "Germinei-me em Minas,
Serranópolis. Lá, não criei raízes e vim plantar-me nesta Pauliceia
Desvairada. Pegando um gancho de Goethe, Gonçalves Dias em 1843 (Coimbra) criou
uma das canções. De Lá pra cá, muitos outros, como: Cassimiro de Abreu, Oswald
de Andrade, Murilo Mendes, Chico, Cacaso, José Paulo Paes, Jô Soares, dentre
outros. Eu, no meio deles, com simplicidade... publico neste singelo blog...
O texto trata-se de um eu lírico paulistanamente da gema imergido nos
ermos da Terra Brasilis - louco para regressar para Sampa - terra
querida."
Queijos: o
Poeta do Acaso.Email: poetaduacaso@yahoo.com.br
MINHA CANÇÃO DO EXÍLIO
Minha terra tem Palmeiras
Que confronta cuns Gambá!
Os homens que aqui futeboleiam
Não gingam como os clássicos de lá!
Lá, eu morei em Jaçanã,
Lá, eu perdia o trem das onze
E não esquentava com o amanhã
Pois é de noite que a vida ferve lá! (...)
saudosa maloca, maloca querida (...)
Aqui, nada acontece no meu coração,
Lá, é minha terra é também de um Oswald
fanfarrão, esse soldado do modernismo que não pede pra sair das rodas de prosas
literárias pois é um exímio linha de frente em combates vanguardistas!
Lá, tem a Semana de 22, (um belo marco
dependurado na parede da memória).
Aqui, sem número representativo, enfadonha, a
semana não é de ninguém, e, no estado de inércia parece morar!
Lá, (...) os meus pés enterrem na Rua da Aurora
(...) berço de um Mário minucioso, esse benfazejo esquartejador-visceral da
cultura popular!
Solitário, aqui, eu na tenho me achado
Neste ermo de sertão sem consolação
Que tanto assusta.
Lá, tem bonde, Gaetaninho, Brás, Bexiga,
Barra Funda, Alcântara Machado...
...Angélica, Aurora dama da noite Augusta,
Viaduto do Chá, lá!
Cá, camomila
Não vai me acalmar!
Escute e anote,
Lá, na minha terra
É a terra da coroa
Procurando qualquer frangote,
Vegetando, aqui, eu não me agüento,
Lá, tem correria dos mano,
e caloroso engarrafamento,
Paraíso é lá, lá!
Huumm... bom retiro aprazível...!
Profundamente, chego a suspirar!
Maas... morro de medo
De morrer tão cedo
E lá, nunca mais voltar!
Gambá, apelido pejorativo ao
clube do Corinthians Paulista
Agradeço este poeta que aqui
veio iluminar com uma paródia, que é muito conhecida no meio das letras. Espero
que sua carreira brilhe como o sol do meio-dia! (Ricardo Kenty)
MINHA CANÇÃO DO EXÍLIO
Que confronta cuns Gambá!
Os homens que aqui futeboleiam
Não gingam como os clássicos de lá!
Lá, eu morei em Jaçanã,
Lá, eu perdia o trem das onze
E não esquentava com o amanhã
Pois é de noite que a vida ferve lá! (...) saudosa maloca, maloca querida (...)
Aqui, nada acontece no meu coração,
Lá, é minha terra é também de um Oswald fanfarrão, esse soldado do modernismo que não pede pra sair das rodas de prosas literárias pois é um exímio linha de frente em combates vanguardistas!
Lá, tem a Semana de 22, (um belo marco dependurado na parede da memória).
Aqui, sem número representativo, enfadonha, a semana não é de ninguém, e, no estado de inércia parece morar!
Lá, (...) os meus pés enterrem na Rua da Aurora (...) berço de um Mário minucioso, esse benfazejo esquartejador-visceral da cultura popular!
Solitário, aqui, eu na tenho me achado
Neste ermo de sertão sem consolação
Que tanto assusta.
Lá, tem bonde, Gaetaninho, Brás, Bexiga,
Barra Funda, Alcântara Machado...
...Angélica, Aurora dama da noite Augusta,
Viaduto do Chá, lá!
Cá, camomila
Não vai me acalmar!
Escute e anote,
Lá, na minha terra
É a terra da coroa
Procurando qualquer frangote,
Vegetando, aqui, eu não me agüento,
Lá, tem correria dos mano,
e caloroso engarrafamento,
Paraíso é lá, lá!
Huumm... bom retiro aprazível...!
Profundamente, chego a suspirar!
Maas... morro de medo
De morrer tão cedo
E lá, nunca mais voltar!
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